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O
futuro de Confins
Governo
e iniciativa privada se unem para incentivar o crescimento
das operações cargueiras no Aeroporto Internacional
de Confins, um dos maiores e mais modernos da rede Infraero
por ROBERT ZWERDLING
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O Aeroporto Internacional
de Confins - Presidente Tancredo Neves, em Belo Horizonte (MG),
atualmente opera com apenas 20%, da sua capacidade de passageiros
e 50% da sua capacidade para movimentação de carga
aérea.
Traduzindo em números, isso significa que Confins transportou
um milhão de passageiros e movimentou 20 mil toneladas de
carga, em 1999, quando tem estrutura para receber cinco milhões
de passageiros e 40 mil toneladas de carga por ano, situação
que o colocaria entre as primeiras posições do ranking
dos aeroportos nacionais - Guarulhos, por exemplo, registrou um
movimento aproximado de 15 milhões de passageiros e mais
de 193 mil toneladas de carga.
Mas ao contrário
de alguns aeroportos Brasileiros que não possuem infra-estrutura
para operar em melhor condições, Confins preenche
todos os requisitos técnicos necessários para uma
operação rápida, segura e eficiente. "É
preciso colocar em funcionamento a estrutura existente, que custou
aos cofres públicos um investimento de US$ 500 milhões
em números atuais", desabafa Antônio Carlos Passos
de Carvalho, presidente do Grupo Pró- Confins, que coordena
o Programa de Apoio ao Desenvolvimento do Comércio Exterior
do Aeroporto Internacional Tancredo Neves (Programa Pró-Confins).

Um dos adversários
do aeroporto mineiro é a distancia que o separa do centro
de Belo Horizonte, de 38 quilômetros, aliada ao fato de que
o Aeroporto da Pampulha, localizado no centro da capital, está
homologado para receber jatos de médio porte, favorecendo
o esvaziamento de vôos nacionais e regionais de Confins.
Transformar o Aeroporto Internacional Tancredo Neves num grande
centro de movimentação de cargas e passageiros (hub),
atendendo à demanda para o transporte de cargas no Estado
de Minas Gerais, é o principal objetivo do Pró-Confins.
"A Fiat do Brasil tem todo interesse que Confins opere com
plena capacidade, o que certamente irá permitir a implantação
de um vôo semanal regular, na rota Europa- Contins suprindo
a carência do mercado mineiro de vôos cargueiros para
este continente", afirma José Eduardo de Lima Pereira,
diretor de Assuntos Corporativos da montadora.
De acordo com um estudo preliminar realizado pelo Pró- Confins,
a implantação da nova rota poderia incrementar em
até 60% a movirnentacão de carga aérea internacional.
A proposta é também estimular e fomentar a instalação
de empresas ao redor do aeroporto. De preferência, indústrias
com produtos de alta tecnologia e valor agregado, que dependam de
uma estrutura bem desenvolvida para o transporte cargueiro, e trabalhem
com estoque reduzido de mercadorias, a exemplo do sistema just-in-time
(em tempo real).
O principal alvo são as empresas de informática e
eletrônica.
No setor de serviços, a idéia é atrair para
a região empresas de logística de transporte e de
armazenamento, centros de convenções e hotéis,
entre outros.
Para incentivar a criação do parque industrial e de
serviços, o Pró- Confins prevê a inserção
dessas indústrias em programas de financiamento, com recursos
estaduais, concessão de incentivos fiscais e a criação
do programa "Aeroporto Industrial", que está sendo
negociado pelo presidente da Infraero, Fernando Perrone, e pela
Receita Federal.
A intenção é desonerar e desburocratizar as
operações de importação de empresas
exportadoras que se instalarem próximo a Confins. "Na
prática, as compras externas não chegam a se caracterizar
como importações, uma vez que desembarcam e ficam
armazenadas em uma espécie de 'área neutra' do aeroporto",
explica Fernando Perrone, presidente da Infraero.
Ele anunciou que, além de Confins, o Aeroporto Internacional
de São José dos Campos (SP) também será
beneficiado com a medida.
"Não queremos tirar nada dos aeroportos do Rio de Janeiro
e de Guarulhos. Queremos apenas que a nossa carga desembarque diretamente
da aeronave para o TECA de Confins, evitando o uso de caminhões
procedentes dos hubs paulistas e cariocas, como acontece hoje",
afirma Antonio Carlos Carvalho. presidente do Pró-Confins.
Ele acredita que, ao incrementar a atividade industrial na região
do aeroporto, o crescimento do número de passageiros que
desembarcarão em Confìns em viagens de negócios
será uma conseqüência. Carvalho revela que o Pró-Confins
já obteve sua primeira vitória, pois o aeroporto registrou,
em janeiro deste ano, um crescimento recorde de 108%, na movimentação
de cargas, comparado ao mesmo período de 2000. "Ficamos
emocionados ao ver o pátio cargueiro de Confins recebendo
sete aeronaves ao mesmo tempo", lembra o presidente do Pró
Confins.
A VARIG Logística já anunciou a intenção
de se instalar no aeroporto e pretende inaugurar no início
deste ano uma linha internacional, DC-10-30F
Ligando Confins ao Aeroporto Internacional de Frank- furt, na Alemanha.
A TAM também tem planos para operar um vôo cargueiro
entre Viracopos, em Campinas (SP), e Belo Horizonte.

Confins recebe uma
média diária de 40 vôos de carreira e carga
aérea da VARIG, VASP. TAM, American Airlines e Continental
Airlines. Para chegar em Belo Horizonte, partimos de Guarulhos pela
manhã a bordo do vôo 881,9 da VARIG. a linha de conexão
utilizada pelos mineiros due chegam da Europa e Estados Unidos.
0 PP-VOZ, um Boeing 737-300 (Iestá sob a responsabilidade
do cornandante Carlos Fairbanks, auxiliado pelo co-piloto Gustavo
Müller. A Torre Guarulhos inverteu a operação
das pistas, portanto, a 09L, normalmente utilizada para decolagens,
está sendo utilizada para pousos, pois o ILS da 09R encontra-se
em manutenção. Prosseguimos taxiando para a cabeceira
09R, via taxiways Golf, Charlie e Echo.
CONTINUAÇÃO
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