A fuselagem super-alongada do modelo A340-600 da Airbus impressiona mesmo o mais leigo e desinteressado dos observadores em um terminal. E não é para menos: com seus 75,30 metros de comprimento é o mais comprido dos jatos, que não será igualado no futuro breve. O jumbo Boeing 747 - 400 e mesmo do Boeing 777-300 (o mais alongado dos jatos comerciais em operação) medem, respectivamente, 70,66 metros e 73,86 metros. Nem o mega- jumbo A380 para 555 passageiros que começará a voar em 2006 lhe faz sombra com seus modestos 73 metros de comprimento. Claro que se trata de apenas uma curiosidade que nada do A340-600 significa para o desempenho de uma aeronave.
O A340-600 que a Lufthansa colocou para operar na rota Frankfurt-São Paulo-Santiago, destoa da configuração básica de fábrica que apresenta 12 poltronas da primeira classe, 54 na classe executiva e 314 na classe econômica. Nele a primeira classe foi eliminada em favor da classe executiva que, na configuração da companhia alemã, apresenta 66 lugares na classe executiva. As 314 poltronas da classe econômica foram reduzidas para 279. Permanecem as fileiras 2-2-2 na executiva e 2-4-2 na econômica. A capacidade total passou de 380 para 345 passageiros. A "folga" deve ter sido , aproveitada em boa parte para aumentar até 25% o já generoso pitch (espaço entre as poltronas), típico de qualquer classe executiva. Aliás, a classe executiva do A340-600 faz esquecer a existência de uma primeira classe, perfeitamente dispensável. O conforto, o grande número de recursos de posicionamento, oferta de entretenimento e até de intemet de banda larga comandado por mouse, o excepcional design das poltronas encomendadas à famosa Reccaro (incluindo escaninho para laptop) que se transformam em camas (posição a apenas nove graus da horizontal), podem ser consideradas o prenúncio do que o passageiro pode esperar nas próximas décadas, mesmo no mega-jurnbo A380.
Andar térreo
O efeito de uma classe econômica lotada que "não termina nunca", não é reproduzido no novo jato gigante diante da existência de dois andares que quebram a continuidade de uma cabine extra-longa. Já o aproveitamento de parte do amplo compartimento de carga para a instalação de unidades isoladas como habitáculos de descanso de tripulantes (pequenos "apartamentos" com cama e armários e outras facilidades), alardeadas nos materiais promocionais do megajumbo A380 está evidente no A340-600.
Os cinco lavatórios enfileirados com acesso por uma escada a partir de uma abertura no piso principal resgatam uma aérea útil adicional para a instalação de poltronas. Chega-se a este '.'andar térreo" um pouco antes do cone de cauda do imenso tubo de alumínio. Uma novidade já existente nos A340-600 e A340-500 de outras companhias aéreas.
O modelo 500, embora não seja o mais comprido com seus 68 metros, tem outra distinção, bem mais significativa. Ele foi o recordista em alcance, pois pode realizar vôos de até 16,4 mil quilômetros e que podem permanecer de 16 a 18 horas no ar. Essa aeronave já é utilizada em maratonas que partem de Sidney, na Austrália, com destino a Los Angeles e Nova York, nos Estados Unidos, transportando até 313 passageiros em três classes. Ofusca assim seu "irmão maior" que tem fôlego para '"apenas" 14.150 . O recorde hoje pertence ao Boeing 777-300LR com 19,50 horas non stop.
No portal www.oaviao.com pode-se ver as diferenças entre eles. |