O plano de recuperação da Vasp foi finalmente aprovado no dia 26 de julho, durante Assembléia-Geral de Credores, em São Paulo. A votação havia sido adiada, em encontros anteriores, quando alguns credores pediram mais tempo para analisar o texto.
A aprovação foi unânime pela classe dos trabalhadores (classe 1) e aprovada por maioria de votos pela classe 2 e classe 3.
Na assembléia, foi aprovada uma alteração do plano original. A alteração incluiu a possibilidade dos credores, que não quiserem optar pelos Fundos de Investimento e Participação (FIP), de receberem na mesma forma do acordo com a Infraero. Ou seja, com cinco de anos de carência, deságio de 65% e pagamento semestrais no prazo de 10 anos.
ara os créditos trabalhistas, criou-se uma segunda opção. Quem não quiser receber cotas dos fundos poderá escolher outra alternativa. Essa opção será ainda discutida, por meio de acordo coletivo, nos próximos dias.
A aprovação do plano é uma vitória para os trabalhadores (aeronautas e aeroviários). Abre o caminho para o recebimento dos seus créditos e vai ampliar postos de trabalho, já que o interventor da Vasp prevê a volta das operações no primeiro trimestre de 2007. A empresa terá 12 aeronaves em leasing. Os aviões antigos serão vendidos.
udo só foi possível depois da intervenção trabalhista na Vasp, que destituiu toda a direção da empresa, através da ação civil pública movida pelo Ministério Público do Trabalho, Sindicato Nacional dos Aeronautas e Sindicato Nacional dos Aeroviários. O SNA tem acompanhado desde o início do processo esse problema e continuará na luta em defesa dos interesses dos aeronautas.