Apesar da forte queda da bolsa em maio e junho, a Sabesprev, fundo de pensão dos funcionários da empresa paulista de saneamento (Sabesp), conseguiu retorno de 15% na carteira de renda variável, um dos melhores rendimentos entre os fundos de pensão (que tiveram ganho médio de 10%, segundo a Towers Perrin e NetQuant). A estratégia foi apostar em alguns setores, como aéreo (sobretudo ações da TAM) e de mineração, que tiveram altas superiores a 40% no semestre, conta José Sylvio Xavier, diretor presidente da fundação.
O rendimento das ações foi quatro vezes superior ao referencial do segmento, os índices IBX e Ibovespa. A carteira investe em 27 setores. Os maiores rendimentos foram os papéis do setor de madeira (54%), aéreo (42%) e siderurgia (36,5%). Entre os setores que tiveram desempenho negativo está o de alimentos (-16%) e o petroquímico (-12,6%).
A renda variável representa 11,4% da carteira da Sabesprev, que tem patrimônio de R$ 891 milhões. Dois gestores cuidam da carteira, o Credit Suisse e a Schroders. No total, a Sabesprev teve rendimento de 7,7%. A carteira de renda fixa subiu 6,6%.
A fundação também manteve as apostas nos fundos de recebíveis e nos fundos multimercados. Nos recebíveis, aplicou R$ 10,5 milhões, 1,5% da carteira de renda fixa. O rendimento foi de 8,5% no semestre. Para aplicar em novos papéis, a fundação está adotando regras mais rígidas. Antes, podia aplicar em recebíveis que tinha rating mínimo "BB". Agora, a classificação mínima é de "A". Os fundos multimercados têm R$ 50 milhões e renderam 7,8%. Segundo Xavier, a fundação só trabalha com fundos exclusivos, criados só para recursos da fundação. (ASJ)