NOVA YORK - Num hangar em Fort Worth , técnicos se preparam para montar um dispositivo em forma de hidrante na barriga de um Boeing 767 da American Airlines. Em breve pode tornar-se um projeto de US$ 10 bilhões para a instalação de sistemas antimísseis nas aeronaves comerciais dos Estados Unidos.
O Boeing 767, do mesmo modelo que terroristas lançaram contra o World Trade Center, é um dos três aviões que, até o final deste ano, será usado para testar um sistema baseado em laser infravermelho, projetado para encontrar e anular mísseis portáteis, daqueles disparados por uma pessoa em terra, carregados no ombro. Os mísseis são populares há muito tempo entre terroristas e grupos rebeldes em zonas de guerra em todo o mundo. A preocupação agora é que eles podem se tornar uma ameaça doméstica para os EUA.
Os testes estão sendo financiados pelo Departamento de Segurança Interna, que foi instruído pelo Congresso a agir rapidamente para tomar tecnologia projetada para aeronaves militares e adaptá-la à proteção os 6.800 jatos comerciais dos EUA. Até agora, foram investidos US$ 120 milhões nos planos de testes, que devem se estender pelo ano que vem.
A preocupação é não apenas pelas vidas perdidas na derrubada de um único avião, dizem os defensores da proposta. É também com as enormes conseqüências econômicas que resultariam se o público perdesse a confiança em voar.
- Um avião de passageiros já poderia ter sido derrubado por um míssil portátil há muito tempo - disse o deputado John L. Mica, republicano da Flórida.
- As pessoas provavelmente presumiram que esses tipos de armas funcionariam com grande precisão - disse K. Jack Riley, diretor de segurança pública e justiça da Rand Corporation, uma organização de pesquisa sem fins lucrativos, que estudou a ameaça representa pelos mísseis portáteis. - Essa não é uma ameaça tão grande como as pessoas pensam.
Pesquisado por Cmte. Bassani
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