Canais

Home

Pilotos

Comissários

Profissonais

Database

Turismo

Meteorologia

Artigos

Inicial

Anti-Misseis

Boeing apresenta cabine

China pensa em construir “JUMBO”

Corte de Salarios

FAA implementa ATOP

Japan Airlines
LABACE 2007(novo)
Localização de aeronaves
Mundo do Avião
Operação Inverno
Pegando no Tranco
Speaking English
Transição CNS ATM
Colunistas d


Pilotos são mercadoria escassa e criam asas depois de anos de dispensa e cortes de salários
Expansão de viagens aéreas irá criar falta de tripulantes qualificados.

Uma empresa aérea costuma fazer todos os pilotos passarem por teste de inglês antes de se tornarem co-pilotos e comandantes internacionais. Num desses testes três pilotos antigos da linha nacional fariam o teste de inglês. Estavam todos nervosos pois nenhum deles sabia falar um inglês “britânico”.

O professor que iria aplicar o teste chegou e os encontrou na sala de onde seria realizada a banca. Acostumado com as diversas caras de medo o professor tentou ser simpático com o grupo.

Assim exclamou em inglês:

-“ Hello! Good afternoom, you are together?

O mais antigo levantou e disparou tremendo.

“ Nom, we are trigether”

Brincadeiras a parte, entre os anos de 1976 e 2000 mais de 1100 passageiros de cias aéreas e tripulantes perderam sua vidas em acidentes, cujas investigações determinaram que problemas de linguagem, tinham contribuído para o acontecido. Numerosos acidentes envolvendo discordância na linguagem, incluindo ai um numero grande de entradas não autorizadas na pista em uso, são reportadas pelas aeronaves anualmente.

A habilidade de se comunicar perfeitamente em outro idioma (inglês), quando a situação foge da fraseologia padrão, é bem crítica para a segurança. Na prática representa a competência de pilotos, e controladores de tráfego aéreo, de estarem aptos a usar o idioma para mandar mensagens, ouvi-las e entendê-las quando recebidas dos órgãos de controle, usando para isso a linguagem padrão.

Com todos esses problemas, a ICAO resolveu criar um nível de linguagem proficiente. A revisão da precisão na linguagem padrão e avaliação de um aceitável nível de proficiência tem sido um dos maiores problemas no contexto da aviação, e resultou na introdução da emenda ICAO LANGUAGE PROFICIENCY REQUIREMENTS .

Em novembro de 2003 a ICAO estabeleceu um programa de avaliação de proficiência da língua inglesa para todos os detentores de licenças de avião, helicóptero,controladores de tráfego aéreo e operadores de estação aeronáutica, definindo a data de 05 de março de 2008 para que todos atinjam pelo menos o nível operacional (Nível 4 - capacidade de falar e entender o idioma), de acordo com o estabelecido na Emenda.

Os requerimentos de proficiência de linguagem prevêem algumas inovações como a possibilidade de instalação de um cockpit translator ou tradutor da cabine, que deverá ser autorizado em breve, para comunicações operacionais. O sumário das emendas estão incluídas no apêndice A BBACG/16-WP/62.

Contudo a previsão de proficiência na linguagem permite, por acordos sub-regionais o uso de linguagem outra que o inglês, no contexto da região Ásia/Pacifico com as diferenças entre a linguagem nativa do estado e a existente, difundindo o uso do inglês como o meio essencial para constituir o Inglês de fato, como a língua da aviação regional em um futuro breve.

Cronograma para implantação ICAO e:

1. A partir de março de 2004 os candidatos a uma licença de piloto deverão demonstrar capacidade para falar e entender o idioma usado em comunicações. Os órgãos reguladores de cada Estado filiados a ICAO determinarão o modo no qual será demonstrada tal capacidade.

2.  A partir de 05 de março de 2008 os portadores de licenças de piloto emitidas antes de 05 de março de 2004 deverão demonstrar capacidade de falar e entender o idioma usado em comunicação.

3.  A partir de 05 de março de 2008 a demonstração da capacidade para falar e entender o idioma usado nas comunicações deverá ser feita de acordo com as normas estabelecidas pela ICAO.

4.  A ICAO determina alguns níveis de proficiência na língua Inglesa que vão do 1 a 6 no que diz respeito a pronuncia, estrutura gramatical, vocabulário, fluência, compreensão e interação. Para pilotos, a proficiência mínima desejada é nível 4 (nível operacional).

Em comunicado de 26 de agosto, o DAC, através do Sub-departamento Técnico-Operacional (STE), criou um grupo de trabalho para o desenvolvimento das ações de treinamento e avaliação, já tendo requerido as empresas o envio da lista de pilotos qualificados para todas as operações internacionais para a Divisão de Licenças e Certificados (TE-2).

No Brasil uma companhia aérea já iniciou seus preparativos para tornar seus pilotos operacionais até a data limite. A partir de setembro de 2005, será aplicado teste escrito de Inglês para avaliação de todos os pilotos da empresa, quando realizando os cursos de treino do equipamento ou de transição para outras aeronaves.

A partir de 26 de setembro de 2005, adicionalmente para os pilotos que não estejam inscritos nos cursos mencionados, mas que queiram de forma voluntária fazer a avaliação, poderão realizar o teste na própria cia. Esta fase deverá estar totalmente concluída até Janeiro de 2006, quando todos os pilotos já terão passado pela avaliação.

Exames periódicos para aqueles que não atingirem o “expert level” poderão ser requeridos, para que estes demonstrem sua continuada proficiência para pelos menos no nível mínimo.

Vai ser preciso voar together!

A partir do nivelamento inicial obtido pelo teste escrito, será efetuada uma avaliação oral obrigatória para todos os tripulantes.

A referida companhia aérea dará um curso para aquisição da Proficiência requerida : Este curso deverá ser disponibilizado pelo departamento de treinamento e instrução e propiciará a adequação às exigências da ICAO, para aqueles que estiverem fora da qualificação básica, abaixo do nível 4, do documento ICAO.

Após, será realizado para todos os pilotos da empresa um teste oficial, conduzido pelo órgão regulador ou agente credenciado que ainda será definido pelas autoridades aeronáuticas.

Consequentemente a implementação da linguagem inglesa como oficial pela ICAO , prevêem meios que a exceção do fluente em linguagem inglesa (nativos), todos os outros pilotos em operações, radio operadores e controladores de trafego aéreo, tem de formalmente evoluir no seu inglês até março de 2008, atingindo ou excedendo nessa data, o critério mínimo especificado para o uso da linguagem inglesa.

Exames periódicos para aqueles que não atingirem o “expert level” poderão ser requeridos, para que estes demonstrem sua continuada proficiência para pelos menos no nível mínimo.

Foi publicado em setembro de 2004 um manual intitulado Manual on the Implementation of the ICAO Language ProficiencyRequirements (Doc 9835-AN/453)

A padrão ICAO escala 2.5 dos requerimentos de linguagem, foca a avaliação da proficiência da comunicação na oratória individual e prática para ouvir, mais que a habilidade de ler e escrever.

Foram criados 6 níveis de proficiência, onde o nível 6 será definido como expert, e deverá ser usado como guia da proficiência dos profissionais.

Em adição os nativos na língua inglesa serão submetidos a testes para detectar algum problema na capacidade de falar um speech (discurso) que possa afetar a capacidade individual de operar seguramente. Nível 4 na escala será o operacional, e é o mínimo requerido de proficiência para pilotos e operadores, de acordo com o Apêndice B BBACG/16-WP/63

 

Pesquisado por Cmte. Bassani

Faça parte da Comunidade Oaviao.com - Envie Notícias, matérias, fotos, sugestões, reporte erros, entre outros - Clicando aqui
Oaviao.com ®
Editoria I Comercial I Política de Privacidade I Webmaster
Enviar matéria
Seu nome:
Seu e-mail:
E-mail destinatário:

Ferramentas