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Os aeronautas possuem um contrato!?

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ALTA PRODUTIVIDADE SINÔNIMO DE DOENÇA

Caros Amigos (as)

“Produtividade não é somente obter o máximo de eficiência "fazendo certo as coisas", mas atingir o máximo de eficácia "fazendo as coisas certas", mensurando a efetividade da empresa”. (www.sanepar.com.br)

Convivemos com uma absurda busca da eficiência e do lucro a qualquer custo por parte de quase todos os seguimentos da economia. Laborar sob estas condições organizacionais compromete a saúde física e mental dos trabalhadores.

As empresas vivem um processo de lutas internas, que fragiliza as defesas individuais e coletivas do trabalhador. A síndrome de burnout nada mais é do que um esgotamento institucional na busca da produtividade a qualquer custo. http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%ADndrome_de_Burnout

Diante destes modismos gerenciais, ocorrerá o inevitável aumento do passivo patológico ocupacional, cabendo, tão somente, a sociedade, arcar com o custo financeiro e social, (auxílio-doença) devido ao “espírito empreendedor” do patrão.

Quando os passageiros vêem os comissários de bordo, sempre jovens, saudáveis e bem vestidos, têm a idéia de que estão higidíssimos, talvez uma tentativa de refletir na aparência um ambiente salubre o que sabemos não existir.
http://www.oaviao.com/oaviao_novo/artigos/grillo/doc_aposent_aeronauta.php

Em quanto isso, os aeronautas recebem mês a mês a compensação orgânica que:

“afigura-se como verba criada através de negociação coletiva para indenizar o trabalhador aeronauta que desempenha suas atividades sob condições penosas”

Todavia, muitos aeronautas por não citar a maioria, ainda crêem, quando debilitados fisicamente e, portanto incapaz para o trabalho, que tratasse de uma deficiência particular e não uma conseqüência da tentativa infrutífera do empregador em transformar o homem em maquina. Daí talvez tenha surgido à expressão “morar na mala”. Sempre a disposição do empregador, celular a mão, como se cada jornada de trabalho fosse uma missão.

Outrossim, o persistente noticiário neoliberal, faz-nos crer erroneamente, que a aniquilação da CLT, irá proporcionar um aumento no nível de qualidade na relação capital-trabalho, sem, contudo, sempre, sinalizar que não é uma imposição, mas um “avanço”, para que o obreiro assimile uma sensação de estabilidade e crescimento profissional, devido à liberabilidade na relação. Uma desconstrução jurídica, que deixará o trabalhador mais vulnerável às intempéries do capital.

Cabe ao poder público fazer valer sua atribuição constitucional, pois de nada adianta normatizar, se a cultura é desmoralizar e ou não cumpri-las quando não atende aos interesses empresarias.
A penosidade avança sobre o aeronauta, cabe ao trabalhador uma reflexão, permitindo-se uma mudança de estratégia junto à organização que labora, junto à organização sindical, abdicando das teses particularíssimas, que o leva inevitavelmente a ser refém desta posição, assim como todos os demais trabalhadores.

Abraços,
Silva Filho - Grilo

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