O encontro de um jato de passageiros com ar turbulento é uma ocorrência rara, principalmente nas grandes altitudes de cruzeiro. Os passageiros que viajam com freqüência já estão familiarizados com o fenômeno e não lhe dão maior importância, especialmente quando ele é de baixa intensidade e curta duração.
Já alguns passageiros que voam só de vez em quando tendem a admirar ou condenar determinado modelo de avião por causa de uma turbulência que tiveram de tolerar no passado. Contudo, o comportamento de um jato ao penetrar uma massa de ar depende de fatores que vão além de suas dimensões e de seu desempenho operacional. O importante é que o projeto de qualquer aeronave moderna leva em conta sua perfeita resistência estrutural (com muita folga) às condições mais severas de turbulência previsíveis.
Analisar a origem, a natureza e a intensidade de massas de ar ascendentes e descendentes, vórtices verticais ou horizontais, ondas estacionárias, etc. quase exige um curso de meteorologia. O que o passageiro deve saber é que antes da decolagem e durante o vôo os pilotos têm uma boa idéia das condições de tempo que vão encontrar. O vôo acima da camada de nuvens, tornado possível pela pressurização da cabine, os modernos detetores de núcleos turbulentos - como os radares meteorológicos e outros recursos mais recentes - maximizam o conforto dos vôos comerciais. Os sistemas digitais de navegação e comunicação via satélite, em fase de ensaio, permitirão o regime de "vôo livre", conferindo total autonomia às tripulações quanto à escolha da rota e da altitude. A turbulência é, assim, um fenômeno em extinção.