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QAV1, o vilão nas empresas aéreas!
É possível reduzir seu impacto?
O papel do Despachante Operacional de Vôo (DOV) nessa luta
Para se ter uma idéia de quanto o custo de combustível impacta o resultado de uma empresa aérea, basta dizer que a conta do combustível é hoje, senão a maior, a segunda maior despesa.
Com os aumentos dos custos de combustível, todas as empresas estão procurando desesperadamente reduzir seus custos de operação. Isso deixou de ser uma questão estratégica para passar a ser uma questão de sobrevivência e cada vôo passou a ter influência decisiva no processo.
Esta luta já vem sendo travada desde a década de 70, inicialmente em função da necessidade das empresas de buscarem aeronaves mais rentáveis e mais tarde pela redução na emissão de CO2 na atmosfera. Posteriormente, a partir de 2000 as primeiras empresas se debruçaram efetivamente sobre formas de se reduzir e gerenciar o consumo de combustível.
As primeiras ações buscaram a solução na redução da velocidade e em voar em altitudes mais elevadas, mas isto por si só não apresentou grandes resultados. No entanto, a persistência na busca de novas soluções produziu um número tão significativo de medidas que se complementavam e até ultrapassavam o foco inicial, que se deixou de falar em gerenciamento de combustível e passou-se a falar de gerenciamento de custo de vôo, englobando uma equipe inter-departamental.
Assim o gerenciamento dos custos dos vôos passou a ser primordial para se poder sobreviver no mercado.
Vejamos então que fatores podem influenciar no custo de um vôo:
Fatores básicos:
• Combustível
• Custos relacionados ao tempo de operação
• Manutenção
• Tripulação (jornada normal ou com prorrogação)
Outros fatores que também afetam os custos de uma operação.
• Taxas de sobrevôo
• Despesas com atrasos
• Perdas de conexões
• Operação nos intermediários ou alternados
• Carga deixada para trás em função de combustível desnecessário.
O conjunto desses fatores, se indevidamente gerenciados, afetam a rentabilidade, podendo mesmo torná-la negativa. Felizmente, podem ser positivamente influenciados por um planejamento eficiente.
Focalizemos o item combustível e vejamos quais as medidas que atualmente as empresas tomam com vistas à redução dos custos no plano operacional:
1. Redução do peso transportado,
2. Monitoração de performance,
3. Ação corretiva de manutenção,
4. Planejamento de vôo eficiente,
5. Otimização constante do perfil do vôo,
6. Tankering,
7. Gerenciamento da frota,
8. Atuação junto aos órgãos reguladores,
9. Atuação junto aos órgãos de Tráfego Aéreo,
10. Gerenciamento de fontes de energia dando preferência à utilização de fontes externas quando no solo,
11. Gerenciamento do Táxi, incluindo Táxi in e Táxi out com um motor,
12. Gerenciamento dos atrasos, interação Piloto-Despachante de Vôo.
Neste quadro, como pode o DOV atuar para contribuir com a organização na realização do objetivo?
> Executando um planejamento eficiente o DOV reduz o transporte de combustível ao necessário, reduzindo o peso transportado e o consumo,
> Efetuando a análise criteriosa dos seguintes fatores de modo a propiciar a maior economia possível e tornar o planejamento o mais próximo do real:
• Pista de decolagem e pouso,
• Nível de vôo e Rota
• Escolha da alternativa
• Combustível adicional
• Tankering
• Redespacho e reclearence
• Peso real carregado
• Preformance específica da aeronave
• Interação Piloto-Despachante de Vôo
> Mantendo a otimização constante do perfil do vôo, que consiste na escolha da melhor rota tanto vertical quanto horizontalmente, e na execução de um Flight Watch pró-ativo, mantendo com a tripulação uma estreita vigilância na alteração das condições de planejamento,
> Observando as taxas de sobrevôo na escolha das rotas,
> Exercendo o tankering que é uma poderosa ferramenta que permite ao DOV atingir valores significativos de economia na aquisição de combustível.
Só para se ter uma idéia, na antiga e saudosa Varig já em sua fase mais delicada, os DOV que atuavam no Santos Dumont efetuaram uma economia de USD 591.612,75 no período de Jun a Ago de 2005, apenas observando o critério de Tankering.
> Efetuando um acompanhamento estatístico entre o vôo planejado e o executado. Isto produzirá instrumentos de convencimento para que em conjunto com as autoridades se possa viabilizar reduções nas reservas sem que isso implique em redução na segurança de vôo,
> Atuando junto aos órgãos de tráfego aéreo permitindo o gerenciamento de atrasos na decolagem em função de possíveis esperas em rota motivadas por congestionamento no destino ou rota,
> Ainda dentro desta atuação sugerindo a implementação de novas rotas mais diretas, fazendo uso das novas tecnologias de navegação, otimizando portanto a utilização das facilidades da aeronave,
> No redespacho e no reclearence suprindo o piloto com as informações e recálculos necessários de forma precisa, de modo a permitir a tomada de decisão por parte do piloto viabilizando o prosseguimento do vôo, evitando-se assim a operação no intermediário ou nos alternados.
> Efetuando o balanceamento de modo a manter o CG o mais próximo do ideal, reduzindo o consumo em rota.
Esta é a participação do DOV num programa de gerenciamento de combustível e custos de vôo, que é uma tarefa multidisciplinar dentro de uma empresa, envolvendo também Tripulantes, Engenharia de Operações, Manutenção e sua Engenharia, Catering, CCO, Rampa, e Carga...
Um gerenciamento eficiente de combustível reduz os custos de operação e beneficia o meio ambiente além de aumentar o disponível para carga paga e a segurança.
Um Centro de Controle Operacional sintonizado e sinérgico aumenta a eficiência.
Devidamente executado o gerenciamento de combustível e custos do vôo, tem a possibilidade de economizar na operação várias vezes o custo de implementação da filosofia, espírito de equipe, treinamento e manutenção do departamento.
Luís Daniel de Almeida Álvares
DOV 350 DAC441469
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